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Campanhas alertam para o tratamento de doenças autoimunes e da leucemia

Pacientes com Alzheimer e fibromialgia, doenças trabalhadas no Fevereiro Roxo, são atendidos na clínica-escola de Fisioterapia. O mundo inteiro tem aderido a campanhas que utilizam os meses e a variedade das cores para chamar a atenção para causas que merecem destaque. Algumas delas já são […]

18/02/2019 00:00 am - COMPARTILHE: - + Imprimir

Pacientes com Alzheimer e fibromialgia, doenças trabalhadas no Fevereiro Roxo, são atendidos na clínica-escola de Fisioterapia.

O mundo inteiro tem aderido a campanhas que utilizam os meses e a variedade das cores para chamar a atenção para causas que merecem destaque. Algumas delas já são muito conhecidas, como no caso do “Outubro Rosa”, que alerta para a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e, mais recentemente, do câncer de colo do útero.

Em fevereiro, a cor roxa foi escolhida para alertar a população sobre a importância do conhecimento, da prevenção e do tratamento de três doenças: o lúpus, a fibromialgia e o Alzheimer. Leucemia, que também é lembrada nesse mês, recebeu a cor laranja.

Nenhuma das três doenças abordadas pelo Fevereiro Roxo pode ser curada, mas é possível encontrar tratamentos capazes de proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas que sofrem de algum desses males.

Clínica-escola do curso de Fisioterapia

A clínica-escola do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) encontra-se em funcionamento desde o ano de 2012 e é referência na região em neuroreabilitação, tratando diversas patologias que acometem o Sistema Nervoso Central Periférico. O equipamento conta com programas desenvolvidos e destinados a pacientes que foram diagnosticados com vários tipos de doenças, inclusive o Alzheimer e a fibromialgia.

Alzheimer

O Alzheimer é uma doença degenerativa crônica que tem como principal característica a perda de memória progressiva. A doença manifesta-se lentamente e vai se agravando durante o tempo, podendo causar deficiência progressiva e uma eventual incapacitação.

A condição é caracterizada pela perda das sinapses (comunicação entre os neurônios) e pela morte neuronal. As áreas mais atingidas são as responsáveis pela memória e as que coordenam o planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Não existem, atualmente, tratamentos para reverter a progressão do Alzheimer, embora algumas abordagens possam contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Para os pacientes diagnosticados com Alzheimer, diversos setores da clínica-escola de Fisioterapia oferecem atividades para amenizar os efeitos causados pela doença, como, por exemplo, os setores de neurofuncional, cardiorrespiratória e hidrocinesioterapia.

Os atendimentos são realizados pelos estagiários do 9º e do 10º semestres de Fisioterapia, sob a supervisão de um profissional fisioterapeuta em ambiente climatizado, com equipamentos adequados e proposta terapêutica individualizada, tudo de forma gratuita.

Para o prof. do curso de Fisioterapia Antônio Camurça, “tratar o Alzheimer com a Fisioterapia significa manter as habilidades motoras e cognitivas pelo maior tempo possível e com máximo de cuidado e desempenho, fazendo com que o paciente mantenha a sua independência funcional e aumente a sua expectativa de vida”.

Ainda segundo o professor, a missão do programa é oferecer um atendimento com excelência técnica e humanizada para os pacientes, seus familiares e cuidadores que necessitam dos serviços oferecidos pela clínica-escola.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome que ataca especificamente as articulações causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. No Brasil, estima-se que 2,5% da população apresenta essa condição, o equivalente a cerca de cinco milhões de pessoas. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão.

Cientistas e médicos ainda não sabem ao certo quais são as causas da fibromialgia, porém suspeitam que traumas físicos e emocionais, distúrbios de sono, sedentarismo e questões genéticas podem estar relacionados à doença e, apesar de não se saber ainda de uma cura, existem meios garantir uma vida com melhor qualidade.

Tratamento na clínica-escola de Fisioterapia da Unileão

Os pacientes que sofrem com fibromialgia também são atendidos na clínica-escola do curso de Fisioterapia por meio de um programa de atendimento a dores crônicas.

Para esses pacientes, o tratamento é realizado através da hidrocinesioterapia (terapia aquática). Segundo o prof. Paulo César Mendonça, coordenador do programa, os exercícios na água promovem relaxamento nos músculos.

“Há um aumento no limiar da dor e alívio do espasmo muscular, além disso, melhora a circulação periférica, o que beneficia o retorno venoso e melhora a circulação sanguínea corporal”, explicou.

Segundo o docente, o programa tem o objetivo de atuar no tratamento da dor, proporcionando uma melhor qualidade de vida para os pacientes.

Cícera Targino foi diagnosticada com fibromialgia crônica e, por causa das fortes dores, precisou sair do trabalho. Há quatro anos ela participa do programa da clínica-escola do curso de Fisioterapia da Unileão e conta que, graças ao tratamento oferecido, já não sente mais as dores intensas, não apresenta mais inchaço no corpo e nem cansaço, além de conseguir dormir.

De acordo com Cícera, todos esses problemas eram consequentes da doença que a impediam de seguir uma vida normal.

“A hidroterapia tem me ajudado muito. Hoje, consigo conviver com a doença levando uma vida praticamente normal. O trabalho que a clínica-escola desenvolve tem sido fundamental para isso. Inclusive, já indiquei o programa a outras pessoas que conheço e que sofrem do mesmo mal”, afirmou.

Para ter acesso a qualquer um dos serviços oferecidos pelo curso de Fisioterapia da Unileão, os pacientes diagnosticados com Alzheimer ou com fibromialgia podem procurar o serviço na clínica-escola, situada na unidade Lagoa Seca, que fica localizada na Av. Maria Letícia Leite Pereira, S/N, ou ligar para o número 2101-1065.


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