Foi como paciente que Heloísa encontrou a profissão que queria seguir
A experiência da psicoterapia fez a estudante de Brejo Santo trocar os planos de cursar Engenharia ou Arquitetura pela Psicologia. Uma excursão escolar consolidou a decisão e deu início ao projeto de carreira.
Às 5h30, o despertador toca no Sítio Bezerro, zona rural de Brejo Santo. Pouco depois, Maria Heloisa Dantas da Silva sobe na moto com a mãe até o ponto de ônibus da prefeitura. Depois de 63 km de viagem, chega a Unileão para mais um dia de aula.
Aos 20 anos, ela está no 5º semestre e integra a primeira geração da família a chegar ao ensino superior, ao lado de duas primas. A decisão de ingressar no curso, porém, não era a que ela imaginava durante o ensino médio.
Até então, Arquitetura e Engenharia eram as opções mais prováveis. A mudança veio após viver a experiência da psicoterapia.
“Uma mudança bem radical, né? Achei muito interessante como essa profissão ajuda outras pessoas. E isso me fez mudar a decisão”, conta. A escolha ganhou força durante uma excursão com os colegas de sala.
“Quando a gente chegou, a gente se encantou com a estrutura. Só que eu ainda não estava decidida. Eu tinha feito o vestibular em outra faculdade também, só que eu não gostei muito do funcionamento, não me identifiquei.”
Depois de conhecer a estrutura, Heloisa participou do Vestibular nas Escolas e conquistou uma bolsa de 100% pelo FIES. Ao mesmo tempo, trabalha como fotógrafa e videomaker. Antes, conciliava um emprego fixo com a graduação. Para ela, a flexibilidade da organização acadêmica ajuda a administrar a rotina e manter o rendimento nas disciplinas.
“Eu acho que tem muita flexibilidade, e aí a gente tem mais tempo para estudar. Porque muitas vezes eu precisei estudar no horário de aula que não tinha a prova para poder fazer a prova no outro dia.”
Ao longo da graduação, as atividades práticas também passaram a orientar sua formação profissional. Os laboratórios e as experiências de extensão e estágio ajudaram a aproximar da realidade da profissão o conteúdo aprendido em sala.
Outro apoio importante veio das amizades construídas durante o curso. Em um ambiente que, segundo ela, costuma exigir bastante autonomia, o grupo se tornou espaço de troca de materiais, esclarecimento de dúvidas e incentivo nos momentos mais difíceis.
“Eu tenho meu grupo de amigas, que foi uma rede de apoio muito grande, me deram muita orientação também. E a gente sempre se comunica. Nosso grupo criou um vínculo muito grande, a gente está sempre buscando se ajudar.”
Hoje, Heloísa pretende atuar na área clínica, prestar concurso público e, futuramente, abrir a própria clínica. A convivência com a universidade também despertou o interesse em seguir os estudos em um mestrado, possibilidade que ela não imaginava antes de ingressar na graduação.
“Daqui a cinco anos eu espero estar formada e já atuando na área clínica, que é a área que eu mais me identifico hoje, ter minha profissão, minha independência financeira e retribuir para minha família tudo aquilo que eles fizeram por mim todos os dias.”
Compromisso com os processos de transformações sociais e promoção da qualidade de vida.
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