Unileão Sustentável
Energia solar, ecoeficiência, reúso de água, reciclagem e educação ambiental — as frentes práticas que colocam a Política Ambiental da Unileão em ação.
Agenda 2030
Poucos países recebem tanta luz quanto o Brasil, que ultrapassa 3.000 horas de Sol por ano e lidera a irradiação solar no mundo. No Nordeste, onde a incidência média diária vai de 4,5 a 6 kWh, esse potencial é ainda maior, e foi ele que a Unileão decidiu transformar em energia.
Movida pela premissa de ser uma instituição consciente e comprometida com o meio ambiente, a Unileão apostou no aproveitamento da luz solar e passou a produzir a própria energia, limpa e renovável.
A história começou em novembro de 2015, com a montagem do sistema fixo Satrix, e em fevereiro de 2016 as placas já estavam em operação, gerando 229.975 kWh logo naquele primeiro ano.
Energia solar em números
O passo seguinte veio em 2017, com a adesão ao sistema heliotrópico de painéis móveis Autoterm, que acompanha a posição do Sol ao longo do dia como um girassol e, assim, aproveita melhor a luz. Depois de montar o protótipo em maio e validar os testes de produção, a Unileão adquiriu as demais placas e iniciou as obras em setembro, no campus Lagoa Seca.
No ano seguinte, o sistema móvel ganhou corpo, com a montagem e o teste de carga começando em julho, até que, em setembro de 2018, a primeira fileira entrou em funcionamento. O trabalho seguiu firme em 2019 e culminou em 2020, quando o campus Lagoa Seca passou a ser totalmente abastecido por energia solar.
A expansão não parou por aí. Em 2025, a chegada das placas bifaciais, que captam luz também pela face inferior, elevou a produção a 2.451.700,77 kWh e aproximou a instituição da meta de 3 milhões de kWh para 2026, hoje sustentada por 3.678 módulos. Com cerca de R$ 11,5 milhões investidos e payback antecipado, o parque gera uma economia que retorna à própria comunidade acadêmica.
Mesmo em um ano atípico, marcado pelo isolamento social, a Unileão conquistou a autossuficiência em energia elétrica sem abrir mão da pauta ambiental, mantendo campanhas de conscientização sobre a redução de descartáveis e celebrando as principais datas ligadas à sustentabilidade.
Levadas a colaboradores e à comunidade acadêmica, essas ações ajudaram a manter viva a cultura ambiental no dia a dia do campus.
A água também ganha uma segunda vida no campus, onde a Estação de Tratamento da Unileão reaproveita até 12.000 litros por dia. Só em 2020, foram 4.380.000 litros de água tratada devolvidos ao uso na irrigação dos jardins, na limpeza do campus e na construção civil.
Separar o papel do lixo comum já faz parte da rotina da Unileão, que distribui recipientes apropriados em todos os setores para que o material siga direto à reciclagem, viabilizada pela parceria com a Associação Engenho do Lixo, em Juazeiro do Norte (CE). Logo em 2018, 1.042 kg de papel foram desviados do descarte e doados, o equivalente a preservar até 90 árvores.
Nos anos seguintes os números cresceram, chegando a 2.322 kg em 2019 e evitando o corte de mais de 120 árvores. Em 2021, a digitalização de documentos liberou espaço de armazenamento e mais de uma tonelada de papel foi prensada pela Arplast, conforme as normas ambientais e a aprovação do CONSUNI, esforço que já havia rendido, em 2020, quase três toneladas doadas e mais de 200 árvores poupadas.
Com o retorno às atividades presenciais, o consumo de papel diminuiu, já que muitos processos seguiram digitais, inclusive as avaliações e os vestibulares, embora as parcerias com a Associação Engenho do Lixo e com a Arplast permaneçam firmes.
Resíduos de papel — Unileão 2024
| Descrição | Kg |
|---|---|
| Ferro | 110 |
| Baldes / bacias | 23 |
| Papel | 5.736 |
| Papelão | 16 |
| PET | 11 |
Como cada tonelada de papel reciclado poupa, em média, 20 árvores, as quase seis toneladas separadas e doadas em 2024 às empresas Ambipar e Associação Engenho do Lixo representam cerca de 120 árvores preservadas.
No campus Lagoa Seca, o Programa de Educação Social e Ambiental dos cursos de Administração e Gestão de Recursos Humanos (PEAS ADM/RH) se uniu à empresa Sabão Juá para implantar um ecoponto de coleta de óleo de cozinha usado.
Mais do que recolher o resíduo, o projeto trabalha as dimensões social, ambiental e econômica da gestão sustentável e sensibiliza a comunidade sobre os riscos de descartar óleo diretamente no meio ambiente.
A iniciativa ainda tem um lado solidário, já que cada litro coletado é convertido em oitenta centavos, doados ao Núcleo de Apoio e Evangelização à Criança com Câncer (NAECC), instituição beneficente de Juazeiro do Norte.