Professor dos cursos de Gestão e Negócios da Unileão ensina como organizar as finanças em tempos de pandemia

Diante de incertezas, momento exige que gestão financeira seja vista como uma obrigação por todos os membros da sociedade.

13/05/2020 09:52 am - COMPARTILHE: - + Imprimir

O efeito do isolamento social motivado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) tem sido negativo para a economia e afetado a renda familiar de brasileiros, assim como a receita de empresas em atuação no país. Diante desse cenário marcado por incertezas, cuidar dos impactos econômicos por meio do gerenciamento das finanças se torna ainda mais fundamental para manter a saúde financeira até que uma nova rotina, próxima daquela vivenciada antes da pandemia, se torne realidade.

De acordo com o professor dos cursos de Gestão e Negócios da Unileão Pedro Loula, as crises são cíclicas, ou seja, acontecem de tempos em tempos. Algumas, como a que está sendo vivenciada agora, é maior que outras e afetam a todos no mundo. Portanto, segundo o docente, a primeira orientação que deve ser posta em prática é a de ter uma reserva de emergência para passar por momentos de imprevisibilidades como o atual.

“Tempos de bonança são momentos em que deveríamos nos resguardar para períodos onde o fluxo de caixa não consegue seguir seu ritmo normal, no qual receitas devem ser maiores que despesas. Empresas e pessoas de forma alguma deveriam deixar de ter reservas de caixa ou fundos emergenciais, exatamente para enfrentar momentos como o que estamos vivenciando, com empresas fechando suas portas, desemprego em alta e a economia podendo entrar em recessão”, afirma o prof. Pedro Loula.

Esses fatores citados pelo docente indicam que o momento exige que gestão financeira seja vista como uma obrigação por todos os membros da sociedade. O professor, no entanto, vai além da preocupação com o lado econômico e sugere uma reflexão acerca do âmbito humanístico dessa pandemia.

“Iremos passar por essa crise. Seus reflexos podem demorar um pouco e a normalidade que conhecíamos não será a mesma, porém, a forma que você sair da crise lhe definirá como um novo ser. E como você quer sair dessa crise? Melhor, igual ou pior do que entrou?”, questiona o docente.

Para que as pessoas possam se replanejar nesse período, o prof. Pedro Loula oferece algumas dicas de gestão financeira pessoal e para as empresas, confira abaixo:

  • Para empresas

1.      Avalie seu fluxo de caixa e preveja suas despesas fixas pelo menos para os próximos três meses: ao elaborar esse levantamento, você pode ter um horizonte de planejamento para resolver cada caso isoladamente. Custos como mão de obra, energia, aluguel, água, telefone etc.

2.      Negocie com fornecedores: o momento exige controle nas saídas de recursos. Os custos variáveis, aqueles que são inerentes à atividade mercantil do seu negócio, serão impactados consideravelmente. Já fez compra? Negocie com seu fornecedor.

3.      Avalie novas formas de faturar e vender: está com produtos em estoque há muito tempo? Procure fazer uma promoção que permita dar saída aos itens. Diversifique e ofereça novas formas de pagamento para o cliente.

  • Para as pessoas

1.      Avalie seus gastos mensais: alguns não podem deixar de serem pagos, como planos de saúde, contas de energia, água, educação, alimentação, entre outros. Faça um levantamento e analise quais despesas deverão impactar sua rotina para os próximos seis meses.

2.      Corte gastos desnecessários: se você está economizando, o momento exige que sacrifícios sejam feitos até passarmos por todo esse problema. Você realmente precisa de uma assinatura de TV a cabo? Você tem assinaturas diversas que apenas absorve parte do seu recurso e serve só para entretenimento? Tem hábitos de compra que são apenas puro consumismo? Você decide o que é importante e o que é supérfluo nesse momento;

3.      Aprenda algo: muita coisa boa está disponível na internet para que você aprenda nesse momento e desenvolva uma nova habilidade;

4.      Descubra habilidades novas: momentos como esse são oportunidades para refletirmos e descobrirmos ou desenvolvermos habilidades novas. Você pode aprender a cozinhar, fazer artesanato, costurar, dentre várias outras coisas. A forma de educar mudou radicalmente e vai ser uma nova realidade a partir dessa crise;

5.       Busque novas fontes de renda: que tal utilizar o que aprendeu e transformar em nova fonte de renda? Use o que você sabe e seja remunerado por isso.

Aperfeiçoar os processos financeiros da organização, auxiliando na tomada de decisão.


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