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Entre sonhos e responsabilidades: cerimônia do jaleco marca início da jornada na Fisioterapia

Estudantes do primeiro semestre vivenciam simbolismo da profissão enquanto relatos de casos clínicos reforçam o impacto da fisioterapia na transformação de vidas.

13/04/2026 14:28 pm - Atualizado em 15/04/2026 13:53 pm - COMPARTILHE: - + Imprimir

A Cerimônia do Jaleco e do Eterno Aprendiz do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) deste primeiro semestre de 2026 foi dividida em dois dias: na quinta-feira (9/04), reunindo a turma da manhã; e na sexta (10/04), reunindo a turma da noite.

Entre os novos alunos, as histórias pessoais ajudam a explicar o significado do momento. Natural de Milagres, a cerca de 60 quilômetros de Juazeiro do Norte, Lara Dantas percorre diariamente o trajeto até o campus Lagoa Seca. A escolha pela Fisioterapia surgiu a partir de experiências próprias com a área, ainda na infância.

Lara teve contato com a fisioterapia após um quadro de paralisia e, anos depois, durante a recuperação de uma luxação clavicular. Foi nesse processo que passou a enxergar a profissão como parte essencial da sua vida. “Me empolga ver os estudantes atendendo na clínica-escola. E o jaleco faz a gente sentir que já é meio fio, sabe?”, comenta, ao lado da mãe, do primo e do namorado.

Também calouro, Pedro Lucas Gomes, de Juazeiro do Norte, chegou ao curso por um caminho diferente. Com formação técnica em massoterapia, ele já havia tido contato com a rotina da área durante um estágio em uma clínica de fisioterapia, experiência que influenciou sua decisão.

Para ele, o início da graduação é acompanhado tanto por entusiasmo quanto por apreensão. “O que mais me empolga no curso hoje, acredito que seja a diversidade diária que a gente tem de atuação. E o que mais me dá medo é a grande concorrência, mas acredito que a competência profissional dá uma segurança a mais”, afirma.

Mesmo já tendo utilizado jaleco anteriormente, Pedro descreve a cerimônia como um marco distinto. “Não é a primeira vez que eu uso jaleco, mas é uma sensação diferente. A gente sente um peso diferente, é uma realidade diferente. Dá pra entender que é uma porta nova aberta. É uma mudança de mentalidade, de hábito, e é uma realização”, acrescenta. Ele já demonstra interesse em áreas como traumatologia, ortopedia e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Durante a cerimônia, a coordenadora do curso, Gardênia Martins, destacou que este momento simboliza mais do que o início das atividades acadêmicas. “O sonho de vocês encontrou um lugar para crescer”, afirmou, ao ressaltar o compromisso do curso com a formação técnica e humana, evidenciado pelo conceito 5 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

No discurso de boas-vindas, a professora também chamou atenção para os desafios que fazem parte da trajetória acadêmica e profissional. “Os sonhos vão passar, necessariamente, por muitos desafios: financeiros, emocionais, perdas. Mas não existe caminho sem diversidade”, pontuou. Para ela, a fisioterapia exige mais do que domínio técnico: envolve escuta, empatia e envolvimento com o outro. “Nada substitui o envolvimento”, reforçou.

História que traduz o propósito da profissão

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi o “Santo de casa faz milagres”, dedicado a histórias de egressos e experiências da prática profissional. Nesta edição, o destaque foi o caso de Regilânio da Silva Inácio, conhecido como Regi.

Em 2023, após um acidente em uma academia, quando um equipamento de 150 quilos caiu sobre seus ombros e pescoço, Regi ficou paraplégico. Com menos de 1% de chance de voltar a andar, encontrou na clínica-escola da Unileão um espaço de reabilitação e esperança.

Acompanhado por professores e estudantes, ele passou de um quadro em que não conseguia sentar sozinho para uma condição de autonomia: hoje é atleta e consegue se deslocar do chão para a cadeira de rodas sem auxílio.

Os egressos Jerlanderson Figueiredo e Vitória Andrade, que participaram do atendimento, compartilharam com os novos estudantes os bastidores dessa trajetória. Jerlanderson relembrou o início do processo como um momento de insegurança e responsabilidade. “Nas primeiras sessões, era um medo compartilhado: ele tinha medo de cair e eu de não ser capaz de ajudar”, contou. Segundo ele, a experiência foi um “enfrentamento conjunto” que transformou não apenas o paciente, mas também sua forma de entender a profissão. “Vocês são responsáveis não só por sonhos, mas por histórias que podem ser mudadas”, afirmou aos calouros.

Vitória Andrade destacou que foi justamente esse caso que confirmou sua escolha profissional. “O caso dele me fez ter a certeza de que eu escolhi a profissão certa para seguir”, disse. Ela explicou que, na fisioterapia, metas orientam todo o processo de reabilitação. E, no caso de Regi, havia um objetivo profundamente simbólico: “Ele nos passou como meta ‘Meta Master’ que queria pagar uma promessa: ir na igreja, se ajoelhar e levantar sozinho”, contou.

Confira registros deste momento especial!

Preservar e reabilitar movimentos e funções do corpo humano.


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