Evento reuniu quatro turmas em duas noites marcadas por emoção e simbolismo na formação acadêmica.
Logo na entrada do auditório, a recepção já antecipava o tom da cerimônia: Scooby, mascote do curso de Medicina Veterinária da Unileão, recebia os estudantes vestindo um mini jaleco, com um olhar castanho marcante e uma presença que arrancava sorrisos de quem passava por ele.
A cena, leve e simbólica, abria caminho para um dos momentos mais aguardados da graduação. Nos dias 29 e 30 de abril, os alunos das quatro turmas ingressantes no semestre 2026.1 participaram da Cerimônia do Jaleco, marco de boas-vindas ao universo da Medicina Veterinária.
Mais do que vestir uma peça, os alunos deram o primeiro passo simbólico em direção à futura atuação na área, acompanhados por familiares, professores e colegas.
“O valor desse jaleco não está no tecido,
está em quem o veste”.
A coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Unileão, professora Juliana Almeida, destacou a importância do momento na formação dos estudantes. “Hoje, ao vestirem o jaleco pela primeira vez, vocês iniciam uma transformação não apenas acadêmica, mas humana. Esse jaleco vai acompanhar vocês em momentos inesquecíveis: no primeiro atendimento, no primeiro acerto e também nos primeiros erros, que vão ensinar mais do que qualquer livro. Ele será testemunha do crescimento de vocês”, destacou.
Ela fez ainda uma ressalva aos estudantes: “Nunca esqueçam: o valor desse jaleco não está no tecido, está em quem o veste. Está nas escolhas que vocês vão fazer, na forma como vão tratar cada vida que passar pelas suas mãos, na ética que vai guiar suas decisões, mesmo quando ninguém estiver olhando”, complementou.
“O currículo é individual,
mas a caminhada é coletiva”.
Um dos oradores das turmas, Damião Davi Alcântara, compartilhou reflexões sobre o início da jornada acadêmica e os desafios do percurso:
“Olhando ao redor, é impossível não se questionar quem éramos quando chegamos aqui e quem estamos começando a nos tornar. Nem todo começo vem acompanhado de certezas. Às vezes, ele vem com dúvidas, com medo, com aquela sensação silenciosa de ‘será que eu dou conta?’. E talvez a verdade seja essa: ninguém aqui tinha todas as respostas quando entrou. E ainda bem. É no meio das incertezas que a gente cresce”, recordou.
Para ele, o ato de vestir o jaleco vem acompanhado de grande responsabilidade e de um compromisso com vidas que não falam, mas se expressam apenas com um olhar. “Que a gente nunca esqueça o porquê de ter começado. Que não percamos a sensibilidade diante da vida. E que, mesmo nos dias mais difíceis, a gente lembre que não está sozinho. O currículo é individual, mas a caminhada é coletiva. Hoje vestimos o jaleco, mas que, a partir de agora, seja ele que nos vista de compromisso, ética, coragem e vontade de fazer a diferença”, disse.
Outro orador, Pedro Antônio Nascimento, destacou as motivações pessoais que levam cada estudante até a profissão e o significado desse início:
“Cada um de nós chega até aqui por um caminho diferente. No meu caso, essa escolha começou ainda na infância, inspirado por alguém próximo: meu tio. Foi ele quem despertou em mim admiração e curiosidade pela área. Mais do que isso, ele me mostrou que cuidar dos animais é também cuidar da vida, do equilíbrio e da sociedade. E tenho certeza de que cada um aqui carrega uma história e um motivo especial que o trouxe até este momento”, relembrou.
Ele complementou: “Hoje, ao vestir esse jaleco, entendemos que ele não é apenas uma peça de roupa, ele é um símbolo, um compromisso que começamos a assumir agora: com a vida, com o cuidado, com a ciência, com a ética. Que não nos falte coragem para seguir, humildade para aprender e empatia para cuidar. Que possamos crescer não apenas como futuros profissionais, mas como seres humanos mais conscientes e responsáveis”, concluiu.
Responsabilidade social e ambiental no trato com os animais.