Quando se fala em sustentabilidade, muita gente pensa imediatamente em reciclagem, preservação ambiental ou redução de resíduos. Mas o conceito também envolve cultura, saúde, inclusão social e fortalecimento das comunidades. É essa visão ampliada que estudantes da Unileão vêm experimentando na prática por meio de […]
Quando se fala em sustentabilidade, muita gente pensa imediatamente em reciclagem, preservação ambiental ou redução de resíduos. Mas o conceito também envolve cultura, saúde, inclusão social e fortalecimento das comunidades.
É essa visão ampliada que estudantes da Unileão vêm experimentando na prática por meio de projetos que conectam a formação acadêmica aos desafios da sociedade.
Um dos exemplos é o projeto “Cartografia das Curas e Benzimentos” desenvolvido por estudantes dos cursos de Direito e Medicina. A iniciativa percorre comunidades do Crajubar (Crato, Juazeiro e Barbalha) para mapear práticas tradicionais de cura, benzimentos e saberes populares transmitidos entre gerações.
O trabalho já conquistou reconhecimento internacional com a aprovação de um artigo científico no VIII Congresso Mexicano de Antropologia Social e Etnologia, um dos mais importantes da América Latina.
Para o professor Pedro Adjedan, orientador da pesquisa, a iniciativa fortalece o diálogo entre o conhecimento acadêmico e os saberes populares.
“O diálogo entre os saberes tradicionais e a universidade se faz necessário para uma formação humanizada, sobretudo para uma mudança paradigmática sobre a perspectiva de saúde, doença, identidade e territorialidade”, explica.
Valorização da cultura local
Além da produção científica, o projeto contribui para o reconhecimento de práticas culturais historicamente presentes na região do Cariri.
Para Gabriel Freitas, estudante do quarto semestre de Direito, o resultado alcançado reforça a importância de preservar esses conhecimentos.
“Essa aprovação é muito importante não só para o projeto, mas também para a valorização da cultura popular aqui do Cariri, principalmente do trabalho das rezadeiras, curandeiras, meizinheiras e das pessoas que produzem os famosos xaropes e chás medicinais”, afirma.
Como a sustentabilidade chega à sala de aula
Outra iniciativa que conecta os conteúdos acadêmicos a projetos voltados para o desenvolvimento sustentável é o Programa de Educação Ambiental Social (PEAS).
A proposta vai além da preservação ambiental. Os projetos desenvolvidos estimulam competências como responsabilidade social, trabalho em equipe, visão crítica, cidadania e atuação profissional.
Projetos que geram impacto dentro e fora da universidade
Atualmente, estudantes de diferentes cursos participam de iniciativas voltadas à sustentabilidade e à transformação social.
Entre elas estão:
Administração e Ciências Contábeis
Projeto de coleta de óleo de cozinha usado em parceria com a Sabão Juá, que transforma o resíduo em produtos destinados a comunidades.
Biomedicina
O projeto Lab Vivo trabalha com plantas medicinais e educação em saúde.
Enfermagem
Ações educativas sobre o descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso nas Unidades Básicas de Saúde.
Fisioterapia
O projeto Fisio Sustentável promove atividades de conscientização ambiental e responsabilidade social.
Odontologia
Orientações sobre saúde bucal e incentivo ao uso de escovas produzidas com materiais mais sustentáveis.
Psicologia
Discussões sobre saúde mental e construção de espaços de bem viver entre estudantes.
Educação Física
O LABJOR desenvolve brinquedos a partir de materiais recicláveis utilizados em escolas públicas de Juazeiro do Norte.
Medicina
Distribuição de mudas de árvores e atividades educativas que discutem a relação entre meio ambiente, qualidade de vida e saúde mental.
Formação profissional conectada aos desafios do presente
Cada projeto é acompanhado por docentes e busca aproximar o conhecimento acadêmico das demandas reais da sociedade.
O objetivo é formar profissionais capazes de compreender os impactos sociais, ambientais e culturais de suas decisões e atuar de forma mais consciente em suas áreas de atuação.
Esse compromisso também foi reconhecido nacionalmente. Em 2025, a Unileão recebeu o selo Instituição Socialmente Responsável, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que reconhece instituições com atuação permanente em benefício das comunidades onde estão inseridas.
Ao incorporar a sustentabilidade em diferentes cursos, a Unileão reforça uma ideia cada vez mais presente no mercado e na sociedade: formar profissionais para o futuro também significa prepará-los para enfrentar os desafios do presente.