Uma mudança de cidade que ampliou horizontes
Após se mudar com a família, a estudante de Biomedicina, Aléxia França, descobriu uma profissão que não fazia parte do seu horizonte e já projeta os próximos passos da carreira. Conheça a trajetória dela.
Em 2017, a família de Aléxia França se mudou do distrito de Monte Alegre, no muncípio de Barro, para Juazeiro do Norte, em busca de melhores oportunidades. Foi na cidade que a estudante descobriu uma profissão da qual jamais ouvira falar. Hoje, cursando Biomedicina, ela já projeta o futuro com um consultório próprio e a continuidade dos estudos na pós-graduação, sem deixar para trás o exemplo que aprendeu dentro de casa.
Anos antes, o pai havia percorrido esse mesmo caminho ao cursar Educação Física. Todas as noites, saía de casa no fim da tarde para estudar e só retornava por volta das 23h. A dedicação, ela conta, ficou marcada na memória e mostrou, desde cedo, que a educação poderia abrir novos caminhos.
“Lá em casa eles priorizam muito essa questão de estudo, mas não são pais que são rigorosos, que me cobram tanto. Mas acaba que eu fico me cobrando por eles não me cobrarem.”
Antes de se mudar com a família, no entanto, as possibilidades para Aléxia pareciam restritas. Na comunidade onde vivia, as referências de profissionais da saúde se concentravam, principalmente, em técnicos e enfermeiros.
“Se eu tivesse lá [na zona rural], eu teria escolhido outra coisa, porque o curso que eu faço, lá você nem vê falar. Em cidade pequena, o emprego tem técnico e enfermeira. Então, provavelmente eu iria para uma dessas áreas.”
Durante a escolha da graduação, ela conheceu a Biomedicina que reunia ciência e diferentes possibilidades de atuação. O contato com os laboratórios e com o laboratório-escola também foi decisivo para a sua escolha.
E conforme ia avançando no curso conheceu diferentes áreas da profissão. Embora reconheça a importância das análises clínicas, foi na Biomedicina Estética que encontrou o caminho que deseja seguir.
“Eu realmente entrei na Biomedicina amando a Biomedicina, análises clínicas, porque você tem que gostar também. Mas essa área da estética, meu olho brilha. Então, com certeza eu vou para essa área.”
Essa rotina, porém, exige organização, pontua Aléxia. Pela manhã, frequenta as aulas. À tarde e nos fins de semana, intensifica os estudos. Paralelamente, produz conteúdo para a internet, principalmente no TikTok. Para conseguir conciliar as duas atividades, grava os vídeos com antecedência sempre que o período de provas se aproxima.
O plano para os próximos anos já está bem definido: abrir o próprio consultório, trabalhar promovendo autoestima e autocuidado e seguir investindo nos estudos.
Além da formação técnica, Aléxia diz que levará as relações construídas durante o curso. A convivência com professores, coordenadores e colaboradores fez com que a universidade se tornasse um lugar de pertencimento.
“Com certeza, se eu sair daqui, uma parte dela vai comigo. Porque, aqui, as pessoas são muito humanas.”
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