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Estação da Unileão reaproveita quase 13 mil m³ de água por mês

No Dia Mundial da Água, Unileão apresenta o impacto da estação de tratamento do campus Lagoa Seca, que reaproveita águas cinzas e fortalece gestão hídrica no semiárido cearense.

20/03/2026 13:09 pm - COMPARTILHE: - + Imprimir

Celebrado em 22 de março, o Dia Mundial da Água ganha ainda mais relevância na discussão sobre o uso consciente dos recursos hídricos. Em Juazeiro do Norte, o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) mantém, desde 2019, uma estação de tratamento no campus Lagoa Seca que reaproveita mensalmente quase 13 mil metros cúbicos de “águas cinzas”. Para efeito de comparação, esse volume corresponde a uma quantidade suficiente para abastecer 10 mil residências.

Em uma região marcada historicamente por períodos de estiagem, o reaproveitamento transforma o que antes seria descartado em recurso estratégico para irrigação de jardins, limpeza e apoio à construção civil no próprio campus.

As chamadas “águas cinzas”, explica a professora Ana Isabel Calixto, coordenadora do Comitê de Sustentabilidade, são provenientes de banheiros e cozinhas do campus e passam por tratamento antes de serem reutilizadas. Ela também explica que o reaproveitamento reduz a demanda por água potável e integra uma estratégia mais ampla de preservação ambiental.

Proteção do solo e dos lençóis freáticos

Além da reutilização da água, a instituição adota medidas voltadas à proteção dos recursos subterrâneos. Os três campi funcionam como espaços de educação ambiental, reunindo mais de 600 espécies de plantas, entre nativas e ornamentais. A maioria está identificada com placas em QR Code, que oferecem informações sobre as espécies e suas características.

“Cada vez que a gente irriga o nosso solo e mantém as nossas árvores, a gente também está mantendo a água. Quanto mais árvores, mais água. Quanto mais a gente protege o solo, mais água a gente tem no subsolo”, ressalta a professora Ana Isabel.

A lógica é simples: preservar a cobertura vegetal significa ampliar a capacidade de retenção e infiltração da água da chuva, aspecto estratégico em regiões de clima semiárido.

Tecnologia para reduzir consumo e custos

A política ambiental da instituição também envolve eficiência energética. Um dos sistemas implantados é a climatização sustentável baseada em blocos de gelo resfriados por energia solar. Durante o dia, painéis solares captam a luz do sol e resfriam os blocos. À noite, o frio armazenado é liberado para climatizar os ambientes, reduzindo a necessidade de energia elétrica convencional.

O sistema é especialmente eficaz nos horários de pico, entre 17h30 e 20h30, quando o custo do quilowatt-hora pode ser até cinco vezes maior. A economia pode chegar a 80% na conta de energia. A tecnologia funciona de forma semelhante a uma garrafa térmica, que conserva a temperatura sem necessidade de energia externa contínua.

Educação ambiental como prática permanente

Desde 2022, a Unileão mantém um programa interno de gestão sustentável, incentivando colaboradores a adotarem práticas conscientes no ambiente de trabalho.

“A Unileão entende que a preocupação com a preservação do meio ambiente deve estar sempre presente em todos os âmbitos. As iniciativas impactam diretamente a comunidade acadêmica e a sociedade, incentivando a adoção de práticas sustentáveis e fortalecendo a consciência ambiental ativa. Dessa forma, a Unileão reafirma diariamente seu compromisso com a sustentabilidade, promovendo projetos que geram impacto positivo nas comunidades do entorno”, afirma a professora Ana Isabel.

Sustentabilidade no contexto regional

Em uma região onde a gestão eficiente da água é tema estratégico, iniciativas de reaproveitamento e proteção do solo dialogam diretamente com os desafios ambientais do semiárido. Ao transformar águas cinzas em recurso reutilizável e investir na preservação de áreas verdes, a instituição incorpora à rotina acadêmica uma pauta que ultrapassa os limites do campus.

Conheça outras práticas e os modelos de gestão adotados clicando aqui.


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