Momento reuniu estudantes, familiares e professores em uma noite marcada por afeto, pertencimento e pelo propósito de cuidar de vidas.
O clima de emoção já pairava pelo ar antes mesmo dos estudantes e seus padrinhos entrarem no auditório. Entre sorrisos, abraços apertados e olhos já marejados, era como se fosse possível tocar no sonho que começava a ganhar forma naquela noite de 15 de maio.
Na ocasião, o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) realizou a Cerimônia do Jaleco do curso de Enfermagem, um dos momentos mais simbólicos do início da trajetória acadêmica dos estudantes.
Mais do que um rito acadêmico, a cerimônia representou a concretização de anos de incentivo, esforço e esperança compartilhados entre estudantes, familiares e amigos que acompanharam, de perto, cada passo até aquele momento.
Entre os nomes presentes na mesa de abertura, um deles carregava um significado especial para a história da noite. A coordenadora do curso de Enfermagem da Unileão, professora Maryldes Lucena, é egressa da primeira turma da graduação na Instituição. Sua presença simbolizou exatamente a conexão entre o passado que inspira e o futuro que continua sendo transformado dentro das salas de aula, nos serviços de saúde e também no mundo afora.
“Aos estudantes que estão aqui, colem nos professores, porque são eles que vão fazer de vocês os melhores enfermeiros que o Brasil já viu. Nós temos egressos no país inteiro e fora do país, tendo sucesso e sendo doutores em Enfermagem, e vocês farão parte dessa turma também, assim como eu, que sou egressa da primeira turma do curso de Enfermagem da Unileão e tive a honra de voltar e participar agora da formação de vocês”, disse a professora Maryldes.
“Desejo que cada um aqui nunca perca a essência do cuidado, que o conhecimento caminhe junto com a empatia e que vocês lembrem diariamente do privilégio e da missão que escolheram. Que Deus abençoe cada aluno e cada família nessa missão que escolhemos, que é cuidar do próximo”, finalizou a coordenadora em seu discurso.
A cerimônia também contou com falas de professores homenageados pelas turmas, que reforçaram a importância da sensibilidade, da responsabilidade e da humanização no exercício da Enfermagem.
“Receber essa homenagem me faz refletir sobre o verdadeiro sentido de ensinar e compartilhar experiências. Nenhum reconhecimento é maior do que perceber que, de alguma forma, eu consigo inspirar aqueles que estão começando”, foi o que destacou a professora Elainy Dantas, homenageada pela turma 132.1.
Ela complementou ainda a sua fala levantando a importância de se manter persistente durante a trajetória: “Vocês estão iniciando uma caminhada desafiadora, assim como todos os profissionais que trabalham na área da saúde, mas é uma caminhada extremamente transformadora. Haverá dias difíceis e de cansaço, mas também haverá incontáveis oportunidades de tocar vidas, aliviar dores e oferecer conforto através do cuidado”, disse.
Representando as turmas, os estudantes oradores compartilharam sentimentos que atravessavam muitos dos presentes: gratidão, orgulho e o desejo de fazer da Enfermagem uma profissão exercida com humanidade e propósito.
A oradora Anna Clara Silva, da turma 132.1, relembrou um momento especial durante seu discurso:
“Durante o ensino médio, eu tive um professor que dizia: ‘Quem sabe de cor, sabe de coração’. E eu desejo, de coração, que esse lema nos permeie durante toda a nossa trajetória e que a gente possa cuidar das pessoas não somente pelo retorno que virá, mas também pelo amor, um sentimento genuíno de querer bem ao outro. Nossa jornada é longa, mas o propósito é nobre. Dúvidas surgirão ao longo do percurso e eu espero que essas indagações possam ser sanadas com o lembrete constante de que estamos aprendendo a cuidar e a amar”, disse.
Já a oradora Emilly Vieira falou em nome da turma 337.1 e, em seu discurso, destacou a gratidão como um dos sentimentos mais presentes naquela noite.
“Gratidão é, em essência, a memória do coração, é transformar o que temos em suficiente e entender que cada apoio, cada palavra de incentivo e cada desafio superado são fios que tecem quem somos hoje. Quando praticamos a gratidão, deixamos de focar no que falta para celebrar o que abunda: o cuidado, o afeto e a oportunidade de começar a cada manhã. E, ao falarmos de gratidão, é impossível não olhar para aqueles que estão sentados aí na plateia com os olhos brilhando tanto quanto os nossos”, ressaltou.
Ela complementou seu discurso fazendo um agradecimento especial à sua mãe: “Mãe, antes mesmo de aprender a ciência do cuidado, eu aprendi o amor pelo cuidar com você. Obrigada por caminhar comigo nessa jornada, esse momento também é seu”, declarou.
Entre lágrimas, abraços demorados e jalecos vestidos pela primeira vez, a cerimônia se transformou em uma memória afetiva para todos os presentes, uma noite em que o propósito de cuidar deixou de ser apenas um sonho e começou, oficialmente, a ganhar forma.
Compreender as particularidades humanas, servindo e restabelecendo a saúde da população.